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ROUND 6: Meu posicionamento como Mãe e Médica

Olá pessoal!

Diante da polêmica dessa nova série coreana, chamada Round 6 ou Squid Game, decidi me posicionar como mãe e como médica, a fim de ressaltar os valores que essa série passa aos telespectadores, já que a série traz à tona algo que é muito arraigado em um momento em que é as crianças e adolescentes estão assistindo cada vez mais telas e existe uma influência muito grande no meio digital sobre o comportamento que elas estão tendo em relação a isso.

Nossa, Dra. que série é essa?

Em setembro de 2021, foi lançada na Netflix a nova série coreana, que tem feito o maior sucesso de transmissão. No entanto, Round 6 tem sido uma série polêmica, pois essa série se apropria de brincadeiras infantis e faz delas um campeonato de sobrevivência. A equipe perdedora das brincadeiras como “batatinha frita 1, 2, 3”, “bolinha de gude” e “cabo de guerra” é assassinada e a equipe vencedora segue nas competições em busca do prêmio milionário.

Porém, os desafios da série também viraram febre fora das telinhas. De tanto que as crianças assistiram esse seriado, cuja classificação etária é de 16 anos, como sociedade, estamos enfrentando situações de violência entre alunos que simulam as “brincadeiras” abordadas na série. 

No dia 13 de outubro, uma das brincadeiras de violência foi praticada por alunos do 6º ano contra alunos do 3º ano da escola francesa College George-Sand, e decorrente disso, 5 alunos foram levados às pressas até o hospital pois de, acordo com os relatos, foram vítimas de espancamento e massacre. 

Gente, estou falando que CINCO crianças de 8 anos foram espancadas por outras crianças de 11 anos, porque foram influenciadas por uma série que aborda cenas de torturas psicológicas, de violência explícita, de suicídio, de sexo e até de tráfico de órgãos.

Por que em tão pouco essa série ficou tão popular entre crianças e adolescentes?

Por causa do TikTok que é uma rede social muito popular entre essa faixa etária (adolescentes, jovens e até crianças) e é muito fácil a gente falar assim: “Ah a gente precisa assistir junto com eles, a gente precisa usar isso como forma de educação!”.

Tenho uma opinião bem forte sobre isso, que eu acho assim: “Por que que a gente não pode educar e ensinar sobre não violência, sobre limites e sobre educação sexual, outras coisas? Talvez essa série só vai trazer memórias e coisas ruins! 

Porque a gente precisa “deixar” essas pessoas assistirem mesmo que não seja recomendado para faixa etária deles?  Porque eles vão assistir em outro lugar. Não! Se a gente trouxer a educação para dentro da nossa casa, se a gente trouxer essa consciência do que é o correto, né? O ensinamento de virtudes, o ensinamento daquilo que é o correto, a gente não precisa ficar achando que eles vão assistir de qualquer jeito, não é bem assim, porque a gente precisa trazer esses princípios e essas virtudes para dentro da nossa casa!

E a Round 6 é violência explícita, ele usa brincadeiras infantis, é sexo, cenas de nudez, e aí muitas vezes a criança pode ficar com essas imagens, com essa lembrança na cabeça dela e aí isso vai incorporando e ela pode achar que isso é normal, ela pode achar que tudo bem, que violência não tem problema!

Então, eu acho que sim é papel dos pais educar, é papel dos pais trazer limites, é papel dos pais ensinar os princípios e virtudes que os adolescentes e o e as crianças vão aprender pra vida inteira. E é óbvio que se eles forem mais velhos e tiverem consciência disso eles vão saber fazer boas escolhas e saber decidir o que que eles devem assistir ou não, mas é aquela coisa, né? O que que você tá colocando pra dentro de você, o que tá ocupando sua mente, o seu coração a ponto de você permitir determinadas coisas ou a ponto de realmente você deixar aquilo tomar conta, né? De ser o que você pensa e de formar o seu caráter!

“Ah mas é exagero, é besteira!”

Não! Não é besteira, não é exagero. Eu acho que é você plantar coisas boas e aí você vai colher coisas boas também! Vai plantar aquilo que é bom, aquilo que é correto, aquilo que é justo, aquilo que é puro e aí você vai colher isso. O mundo já está cheio de influências, drogas, sexo, tantas outras coisas que é óbvio que as vezes é impossível de controlar, mas aquilo que a gente pode criar com os nossos filhos é muito mais importante do que a gente simplesmente permitir e achar que não vai ter problema nenhum.

Me conta, o que você acha sobre isso? Espero que tenham gostado da leitura! Não esqueça de compartilhar esse conteúdo com outras mães!

Um beijo, Dra. Kelly Marques Oliveira
Pediatra, Alergia e Imunologia e Consultora Internacional de Amamentação (IBCLC) – CRM 145039 RQE 47171 | 88906

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