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COMO SABER QUANDO A CRIANÇA ESTÁ COM ANEMIA?

A anemia que mais atinge as crianças é a ferropriva, ou seja, a carência de ferro no organismo da criança. 

 

Segundo o Departamentos Científicos de Nutrologia e Hematologia em 2009 encontrou-se no Brasil uma diferença de 53% de anemia ferropriva em crianças de 6 meses a 5 anos de idade. Já em 2020 dados do relatório do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil mostraram quedas na prevalência nacional de anemia, com nível de 18,9% entre as crianças. Entretanto, em 2021 um estudo feito com publicações de 2007 a 2020 observou prevalência estimada de anemia de 33% em crianças brasileiras, saudáveis e menores de sete anos. 

 

Essa porcentagem, que ainda está muito acima do que em outros países (inclusive da América Latina) traz um senso de urgência para a prevenção e para o tratamento correto da falta de ferro nas crianças. Essa insuficiência causa sérios impactos no desenvolvimento de habilidades cognitivas, comportamentais, linguagem e capacidades psico emocionais e motoras das crianças, sendo que o possível impacto negativo pode permanecer por décadas mesmo depois do tratamento rápido. 

 

Para ficar algo bem dinâmico para vocês, vamos dividir esse artigo em tópico.

 

  • O que é a anemia infantil? 
  • Quais são os sintomas? 
  • Como evitar? 
  • Qual é o tratamento? 

 

Bom, vamos começar… 

 

O que é a anemia infantil? (seria legal deixar essa parte como intertítulo mesmo) 

 

Anemia ocorre quando a hemoglobina (que é a substância do sangue responsável por fazer o transporte do oxigênio para os órgãos e para as células) não está dentro dos níveis adequados. 

 

Existem mais de 7 tipos de anemia e a mais comum entre as crianças é a anemia ferropriva como falamos anteriormente. A falta de ferro no corpo é extremamente séria porque este nutriente atua na formação das células vermelhas do sangue (que transportam o oxigênio). A dificuldade de adaptação na dieta da família é um dos principais fatores que levam a esse problema.

Mas quais são os fatores de risco para a anemia infantil? (seria legal deixar essa parte como intertítulo mesmo)

Calma, vou colocar alguns aqui embaixo, mas te aconselho a ler o Consenso sobre Anemia atualizado em 2021 pelo Departamentos Científicos de Nutrologia e Hematologia na íntegra para ver todas as informações por completo.

 

– Condições relacionadas a gestação

– A mãe não suplementou ferro na gestação

– A mãe não suplementa ferro na lactação

– O clampeamento do cordão umbilical aconteceu antes de 1 minuto

– O peso de nascimento

– Se a criança nasceu prematura e com quantos meses

 

Temos vários outros fatores de risco mas eu queria deixar aqui alguns bem explícitos para você entender que não é algo que acontece depois do nascimento da criança, pode ser desenvolvida por algo que aconteceu com a mãe durante a gestação e muitos outros fatores! 

 

Quais são os sintomas? (seria legal deixar essa parte como intertítulo mesmo)  

O oxigênio tem extrema importância no desempenho do nosso corpo, ele é fundamental para a nossa sobrevivência. Se a oxigenação dos órgãos e tecidos não acontecem da forma correta, todo o transporte de oxigênio não está ocorrendo da forma como deveria, e o nosso corpo sofre as consequências.

Quando a criança tem uma anemia leve os sintomas podem não ser aparentes, mas o problema continua sendo importante e requer tratamento com urgência. 

Vou listar aqui alguns sintomas que você deve ficar atenta, pois podem ser sintomas de anemia:

  • Cansaço constante e “preguiça” para brincar
  • Sonolência excessiva e frequente, desânimo 
  • A criança pode relatar que o coração fica acelerado quando brinca e apresenta cansaço 
  • Falta de ar
  • Falta de apetite
  • Dificuldade de aprendizado
  • Baixo ganho de peso ou parada no ganho de peso 
  • Atraso no crescimento (em casos de carência de ferro muito alta)

Como evitar? (seria legal deixar essa parte como intertítulo mesmo)  

O melhor jeito de prevenir a anemia é oferecendo alimentos ricos em ferro para a criança.  Desde o início da introdução alimentar coloque uma variedade grande de alimentos para a criança, assim você estará educando o paladar dela. 

O que mudou? 

A nova atualização publicada em agosto de 2021 pela Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que caso a criança esteja em aleitamento materno exclusivo e não tenha nenhum fator de risco para anemia, a suplementação de ferro preventiva ocorra a partir dos 6 meses de idade,  até o final do segundo ano.

Veja no quadro abaixo: 

Tabela retirada do Consenso sobre Anemia atualizado em 2021 pelo Departamentos Científicos de Nutrologia e Hematologia

Caso a criança apresente algum fator de risco, a suplementação de ferro deve ocorrer a partir dos 3 meses de idade, independente do tipo de alimentação. 

Existem algumas particularidades relativas a prematuros e também relacionadas ao peso de nascimento, observe abaixo: 

Tabela retirada do Consenso sobre Anemia atualizado em 2021 pelo Departamentos Científicos de Nutrologia e Hematologia

 

Como posso então evitar a anemia na criança? 

Vou deixar aqui algumas dicas práticas 

  • Incentivar aleitamento materno 
  • Evitar dar alimentos que atuam como inibidores da absorção de ferro como chás preto e mate, café, refrigerantes e leite.
  • Cozinhar e não fritar as carnes e já aproveitar o caldo da cocção para preparo de outros alimentos como sopas, caldos e legumes
  • Fornecer a suplementação adequada de ferro para a criança quando necessário
  • Oferecer uma fruta rica em vitamina C após as refeições do bebê, para aumentar a absorção do ferro dos alimentos.  

Essas são algumas das coisas que você pode fazer, mas para isso esteja sempre atenta aos sinais que seu filho ou sua filha dá. Agora nós iremos falar um pouco sobre os tipos de tratamento para a anemia infantil. 

Qual é o tratamento? (seria legal deixar essa parte como intertítulo mesmo) 

O tratamento mais indicado é a inclusão de alimentos ricos em ferro na dieta da criança. Carnes são alimentos com uma quantidade elevada de ferro, principalmente o fígado de boi. Além disso, folhas escuras também são ricas nutricionalmente, é o caso da couve, chicória, mostarda, rúcula e agrião.

Em algumas circunstâncias, pode ser necessário o uso de suplementação de ferro e de vitamina B12 na dieta da criança, o que deve ser prescrito por um médico especialista.

A SBP, SPSP e do Instituto PENSI orientam o seguinte:
“Ferro oral (dose de 3 a 6 mg de ferro elementar/kg/dia), fracionado ou em dose única, por seis meses ou até reposição dos estoques corporais”.

 

A anemia tem um impacto cada vez maior no crescimento e desenvolvimento das crianças e, consequentemente, dos nossos futuros adultos. 

 

A suplementação de ferro feita rapidamente tem apresentado efeitos muito positivos na redução dos índices de anemia das crianças e, até mesmo, na reversão de algumas sequelas pela deficiência de ferro por longos períodos.

 

Por isso, quero dizer pra você que é uma mamãe e não quer de forma nenhuma que o seu filho tenha anemia: Estabeleça uma dieta balanceada para a criança, se notar qualquer sintoma citado acima fale com o pediatra e comece o tratamento adequado. 


Para finalizar quero que você entenda o que de fato essa atualização traz! Agora isso depende se a criança apresenta ou não fatores de risco e se sim, muda a quantidade e a suplementação começa antes dos 6 meses. (se não tem riscos a suplementação começa normalmente depois dos 6 meses e vai até os 2 anos) 

O legal disso tudo é que agora é algo individual para cada criança então o tratamento pode ser bem mais eficiente. Lembrando que a anemia infantil pode ter outras causas além da falta de ferro no organismo (essa é a mais comum). Então é extremamente importante levar a criança ao médico para ter uma avaliação aprofundada do que está acontecendo e qual é o melhor tratamento nesse caso. 

Um Beijo,

Dra. Kelly Oliveira

@pediatriadescomplicada

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