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LACTANTES X COVID-19, o que mudou?

Em relação aos cuidados contra a COVID-19, alguma recomendação mudou para as mulheres que amamentam, Dra?

  1. Em uma nota técnica emitida pelo Ministério da Saúde, algumas atualizações em relação às gestantes e lactantes foram feitas:
  2. Aproximadamente 8 a 11% das gestantes e lactantes infectadas pela SARS – CoV-2 necessitam de hospitalização.
  3. As taxas de mortalidade de gestantes e lactantes é maior em mulheres com comorbidades já existentes, como obesidade, diabetes, doenças autoimunes, hipertensão e outras doenças cardiovasculares.
  4. NÃO HÁ NENHUMA COMPROVAÇÃO DE TRANSMISSÃO VERTICAL DO VÍRUS ATRAVÉS DA GESTAÇÃO OU DO ALEITAMENTO MATERNO.

É consenso em diversas sociedades médicas internacionais e nacionais a possibilidade de vacinação desse público. Alguns desses órgãos são: 

  • National Advisory Commitee on Imunization (NACI)
  • Centers for Disease Control and Prevention (CDC)
  • Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologistas (ACOG) 
  • Society for Maternal-Fetal Medicine 

AINDA EM RELAÇÃO A VACINA

Com a aprovação de vacinas contra COVID-19 pela Agência Nacional de Saúde (ANVISA), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) emitiu novas notas em relação à vacinação de gestantes e lactantes. 

A segurança e eficácia das vacinas contra o coronavírus ainda estão em processo de estudo preliminar em gestantes e mulheres que amamentam, no entanto nos estudos feitos em animais, não foram demonstrados riscos de malformações ou fatores prejudiciais. Além disso, as vacinas aprovadas contra COVID não são de vírus vivos e têm tecnologia conhecida e usada em outras vacinas que já fazem parte do calendário das gestantes como as vacinas do tétano, coqueluche e influenza.

Por isso, caso a gestante ou lactante faça parte dos grupos de risco da COVID, a vacinação poderá SIM ser realizada, desde que a decisão seja feita de forma compartilhada com a mãe e o pediatra após avaliação dos riscos e benefícios da imunização. 

Para essa avaliação, são considerados:

  • O nível de potencial contaminação do vírus na comunidade
  • A potencial eficácia da vacina no individuo
  • O risco e a potencial gravidade da doença materna, incluindo os efeitos no feto e no recém nascido e a segurança da vacina para o binômio materno-fetal
  • Se a mãe é profissional da saúde ou faz parte do público de risco

AMAMENTAÇÃO EM CASOS DE SUSPEITA OU CONFIRMAÇÃO DA COVID-19

O leite materno é extremamente benéfico para a saúde do bebê, influenciando em diversos aspectos de seu desenvolvimento interno e externo, inclusive em seu sistema imunológico

Além disso, o ato de mamar em si também trabalha vários mecanismos importantes para os bebês, e por isso a recomendação é NÃO INTERROMPER A AMAMENTAÇÃO em casos de suspeita ou confirmação da doença, apenas se essa for a vontade da mãe.

As notas oficiais da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde, assim como vários outros órgãos internacionais, esclarecem que nenhum estudo comprovou transmissão do vírus da SARS-CoV-2 através do leite materno, portanto é seguro continuar a amamentação desde que os cuidados para evitar transmissão externa sejam tomados.

São esses cuidados:

  • Uso de máscara cobrindo nariz e boca
  • Trocar a máscara em caso de tosse, espirro ou a cada mamada
  • Higienizar mãos com água e sabonete
  • Limpar superfícies compartilhadas
  • No quarto, manter distância de pelo menos 1 metro entre cama da mãe e berço do bebê
  • Caso binômio separado e optado por fornecer o leite materno, a mãe deve retirá-lo com bomba higienizada e utilizando máscara 
  • Esses cuidados devem ser mantidos por até 10 dias dos inícios dos sintomas maternos (ou 20 dias a depender da severidade da doença)
  • Em caso de impossibilidade de a mãe amamentar, a pessoa responsável deverá tomar esses mesmos cuidados
  • Em caso de CONFIRMAÇÃO da doença, permaneça em isolamento domiciliar 
  • Não compartilhe objetos e utensílios com o bebê ou criança

Caso a mãe esteja fazendo uso de algum medicamento para tratamento da COVID-19, é importante conversar com o médico para esclarecer se existe algum risco de transmissão dos componentes para o bebê através da amamentação.

No entanto, diversos estudos vêm sendo feitos com os principais medicamentos usados no combate dessa doença, e até então todos são compatíveis com a amamentação.

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Dra Kelly Marques Oliveira

CRM 145039

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