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Saiba mais sobre a CANDIDÍASE MAMÁRIA

Você sabia que sua paciente pode estar com candidíase mamária e isso ser a causa de dor na amamentação que nunca passa? 

A candidíase mamária é mais comum do que imaginamos, e podemos facilmente errar no tratamento se não olharmos mãe e bebê de forma completa! Saber fazer o diagnóstico e tratamento adequados é o primeiro passo para ajudar de verdades as duplas mãe-bebê. 

A Cândida Albicans é uma espécie de fungo que faz parte da microbiota normal do nosso organismo. A doença Candidíase se dá quando há um desbalanço dessa microbiota, com alteração da resposta imune e consequente infecção oportunista.

Quais são os principais fatores de risco:
  • Ruptura do tecido devido a falha na pega/trauma mamilar
  • Uso de antibióticos e corticosteroides
  • Candidíase vaginal
  • Diabetes / Diabetes gestacional
  • Dieta rica em carboidratos 
  • Uso diário de chupeta 
  • Pílulas anticoncepcionais 

Muitas vezes a porta de entrada para a infecção é a Monilíase do bebê que se manifesta, em geral, com: aftas orais, assaduras, lesões eritematosas com edema ou feridas e atrito em área da fralda. E ao contrário do que imaginamos, não necessariamente acontece quando o bebê é recém-nascido. 

A infecção no bebê pode acontecer em situações de estresse como: nascimento dos dentes, infecções virais e resfriados, e infecções bacterianas com uso de antibiótico. 

E para a mãe como é feito o diagnóstico? 
  • Sensação de queimação / ardência, mamilos doloridos durante e/ou após a amamentação 
  • Sensibilidade extrema quando os mamilos tocam em alguma coisa (banho, toalha, roupa)
  • Dor em pontada ou facada
  • Possível aparência avermelhada, inflamada ou brilhante

Muitas mães descrevem a dor como se os mamilos estivessem “pegando fogo”, e também podem sentir coceira. 

A pele do mamilo fica mais friável e avermelhada, com microfissuras. 

E como é feito o tratamento? 

É importante lembrar que a mãe pode e deve continuar amamentando, desde que esteja conseguindo fazê-lo, pois muitas vezes a dor é incapacitante. 

É importante lembrar que mãe e bebê devem ser tratados concomitantemente, ou seja, o tratamento deve ocorrer JUNTO! Mesmo que o bebê aparentemente não tenha lesões, como o mamilo da mãe está em constante contato com o peito, se não for tratada a boquinha do bebê, o fungo não consegue ser eliminado. 

O tratamento pode ser feito com antifúngicos tópicos e via oral se necessário e pode-se usar terapias alternativas em paralelo como óleos essenciais e terapia fotodinâmica. 

O tratamento deve ser prescrito por um médico habilitado, por isso a importância de entender como é essa doença. 

E atenção: mãe, nunca faça automedicação, porque além de ser perigoso, pode não melhorar o problema! 

A presença de candidíase mamária pode ser consequência de um grande desbalanço no corpo da mulher, e da sua própria microbiota, e se relaciona diretamente com o estado emocional da lactante. Por isso eu sempre falo: é importante a mãe estar bem, em todos os aspectos, para o bebê estar bem também. 

Deu para entender como a amamentação é bem mais complexa do que imaginamos não é? É muito mais do que uma boca e um peito…

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Dra Kelly Marques Oliveira

CRM 145039

Consultório particular em São Paulo: (11) 5579-9090

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