Pela primeira vez na história, filhos tem menor QI que os pais. O que está acontecendo?

Pela primeira vez na história, filhos tem menor QI que os pais. O que
está acontecendo?

É triste ter que dizer isso, mas os jovens da nova geração são os primeiros com um com um QI (Quociente de Inteligência) abaixo do que a última. Por que isso aconteceu?

Uma entrevista recente do neurocientista francês Michel Desmurget, postada no portal da BBC Brasil, revela que isso se deve principalmente ao uso excessivo de tecnologia na infância. Em seu último livro chamado “A fábrica de cretinos digitais”, Michel reforça com dados conclusivos como os dispositivos digitais estão influenciando e afetando o desenvolvimento neural de crianças e jovens.

Para fazer essa afirmação, ele explica que o QI é medido por um teste padrão, porém, para manter os patamares coerentes com a evolução constante do mundo, o teste é frequentemente revisado e atualizado. Porém, pessoas mais jovens podem ser submetidas a testes antigos como comparativo dos resultados.

Nos últimos anos, estes resultados mostraram que ao redor do mundo todo, o QI havia aumentado de geração parta geração. Esse fenômeno recebe o nome de “efeito Flynn”. Entretanto, principalmente na última geração, essa tendência começou a se reverter em vários países (foi documentada a mudança na Noruega, Dinamarca, Finlândia, Holanda, França etc.), o que levou o neurocientista a questionar a causa dessa brusca mudança.

E o que causou essa diminuição no QI?

Sim, sabemos que as telas não são os únicos vilões. A qualidade do sistema de saúde, o sistema escolar, a nutrição e até a exposição a poluição precocemente podem afetar o desenvolvimento do pequeno, porém o tempo de exposição a telas tem sim um efeito no desenvolvimento infantil e em seu QI, e isso foi comprovado ao comparar o resultado dos testes de QI nos mesmos países de uma geração para a outra.

Até os primeiros 2 anos de vida, a criança está passando por um intenso desenvolvimento em vários sentidos. Um bebê nasce com aproximadamente 100 bilhões de neurônios, e cada neurônio estabelece cerca de 10 mil conexões, ou seja, está constantemente ativo. Mas ativo não quer dizer que ele esteja sendo desenvolvido!

Seja desenvolvimento motor, cognitivo, cerebral, físico, emocional, social e diversos outros, todos precisam de estímulos para serem exercitados.

Quando o bebê passa muito tempo diante das telas, os principais alicerces da nossa inteligência são afetados: linguagem, concentração e memória. Isso acontece porque, ao ficar muito tempo diante de um celular, tablet, videogame ou TV, ocorre uma diminuição da qualidade e quantidade das interações familiares, essenciais para o desenvolvimento da linguagem e do emocional, diminuição do tempo dedicado a outras atividades importantes para o desenvolvimento, pode ocorrer alteração do sono (como comentei em meu último post sobre esse tema), superestimulação da atenção, levando a distúrbios de concentração, aprendizagem e impulsividade, sedentarismo e exposição a conteúdos que podem incentivar hábitos não saudáveis.

Lembrando que não estou aqui para apontar dedos para nenhuma mãe, não estou aqui para julgar, colocar mais culpa diante dos ombros das mães que já carregam tantas responsabilidades e recebem tantas críticas… Estou aqui para acolher, e compartilhar essa informação tão importante com você, para que você possa, a partir disso, tomar decisões baseadas em informação verdadeira e de qualidade.

 

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Dra Kelly Marques Oliveira

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