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O que as crianças sentem quando os pais gritam

 

 

Você está cansada, exausta seria a palavra mais correta, pois teve um dia “daqueles”. O trabalho foi pesado, acabe a está a mil e tudo que você quer é desligar por alguns momentos quando chegar em casa. Ou se vc está em casa e não tem muito para onde “fugir”, pensa em se trancar no banheiro para ter aqueles 5 minutos de paz. Aí você sai e ouve um manhê, ela pegou meu brinquedo!!! Ou recebe um sapato voando na boca do estômago. Você pede 375868382 vezes para eles pararem, e guardaremos brinquedos no lugar certo, e irem para o banho. Claro, não parece funcionar. Parece familiar?

De repente você solta um grito! Eu já falei!!! E solta aquela bronca. Segundos depois, vem o arrependimento. Um de cada lado, e aquele choro contido. Não sabemos de quem era a razão, e no fim isso deixa de ser o mais importante aqui. Por que estou dizendo isso? Quando perdemos a paciência e agimos com raiva, pouco conseguimos ensinar aos nossos filhos. A verdade é que perdemos a razão, e aquilo que eles estavam procurando, uma atenção, um carinho, ser ouvido, ou apenas conversar sobre o que estava sentindo, acaba se perdendo entre os gritos. E sabe o que é o pior? Apenas reiteramos aquilo que não queremos ensinar: que o grito “resolve” as coisas.

Apesar disso, sei que não é nada fácil manter a calma em meio a falta de ajuda, de sono, de tempo e de vida social, acabamos ficando cansadas e sem paciência. Muitas vezes o tão sonhado diálogo para resolver os problemas não funciona ou os pais acabam perdendo a paciência em meio a um mar de preocupações, não é mesmo nada fácil…

Mas lembre-se: nessas horas precisamos ser o exemplo que eles querem ver. Respira fundo, então. Você primeiro. Feche os olhos. Conte até 5, 10 ou 50 se precisar. Ter calma e paciência irá ajudar muito mais nessas situações.  Aí você terá condições de ajudar, e ensinar seu filho a fazer o mesmo.

Segundo um estudo realizado por pediatras norte-americanos das Universidades do Michigan e Pittsburgh publicado na revista Child Development, crianças que apanham ou são vítimas de gritos e abusos verbais constantes na infância têm muito mais propensão a desenvolverem problemas de comportamento e depressão na adolescência do que uma criança que não foi exposta a esse tipo de situação.

Gritar, por mais que seja uma reação imediata e quase inconsciente, não dá mais razão aos pais ou lhe confere uma posição de vantagem nas discussões em família. Ou seja, os pais que optam pelos gritos com o objetivo de repreender ou educar estão aumentando o aparecimento dos mencionados anteriormente: desenvolvimento de comportamentos agressivos e defensivos, depressão e problemas de relacionamento com os pais e até mesmo com outras pessoas.

Outro estudo realizado na prestigiada Harvard Medical School no departamento de psiquiatria afirma que gritos e abuso verbal, ou uma combinação dos dois, alteram a estrutura cerebral das crianças. Tal estudo descobriu que em crianças que passam por esse tipo de situação com frequência, existe uma redução do corpo caloso, ou seja, na parte que conecta os dois hemisférios cerebrais. Sendo assim, tendo as metades do cérebro menos integradas, a estabilidade emocional da criança é comprometida, levando a mudanças na personalidade e no humor do pequeno. Outra consequência é a dispersão da atenção, algo muito sério que pode afetar até mesmo o aprendizado da criança.

Existem várias formas de lidar com as situações difíceis como birras, teimosia ou chiliques sem elevar a voz. A disciplina positiva é uma delas! Falei sobre isso em um post anterior, que tal dar uma olhadinha depois de terminar a leitura deste? É só clicar AQUI.

Como eu disse anteriormente: sei que não é fácil! Mas você consegue, sei que sim. Vamos juntos? 

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Um bjo,

Dra Kelly Marques Oliveira

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Dra Kelly Marques Oliveira

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