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Proteja seu bebê contra a Coqueluche!

 

 

Proteja seu bebê contra a Coqueluche!

Um dos assuntos mais importantes quando falamos de recém-nascidos, bebês e crianças é a prevenção de doenças. Você já reparou quantas doenças surgiram nos últimos anos e quantas delas que estavam erradicadas ou com baixa incidência “voltaram à ativa”? E não é só isso: a maioria dessas patologias atinge principalmente os pequenos, por isso, hoje escolhi falar sobre Coqueluche, uma das doenças mais perigosas, e sua forma de prevenção

Mas, @pediatriadescomplicada, o que é Coqueluche e como ela é transmitida?

A Coqueluche é uma doença infecciosa causada pela bactéria Bordetella pertussis, que compromete todo o aparelho respiratório. A transmitida ocorre de pessoa para pessoa através de tosse, espirro e até mesmo conversa.No entanto, a fonte de infecção mais comum em bebês que ainda são amamentados com leite materno é a mãe, responsável pela transmissão em aproximadamente, 37% dos casos.

Essa doença ainda é um grande problema de saúde pública e continua ocorrendo na forma endêmica e epidêmica, mesmo nos países em que as coberturas vacinais no primeiro ano de vida são superiores a 95%.

Quais são os sintomas da Coqueluche?

Coriza, febre baixa, tosse leve e ocasional e apneia em bebês, são os primeiros sintomas e podem durar até 2 semanas.

Mamães e papais, lembre-se: em seus estágios iniciais, a coqueluche pode ser confundida com uma gripe e que geralmente ela não é diagnosticada até que os sintomas mais severos, como sinusite, pneumonia, otite média, perda de peso, incontinência urinária, fratura de costela e desmaio, apareçam. Por isso, se você suspeitar que seu bebê esteja contaminado, procure pelo seu pediatra.

Como prevenir?

A vacinação é forma mais segura quando se fala de prevenção. Futuras mamães devem ser vacinadas a partir da 20ª semana de gestação, já que neste período a gestante e o bebê estão mais suscetíveis a infecções.

E pode ficar tranquila: essa vacina é confiável, segura e indicada pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Esse tipo de prevenção não pode ser deixado de lado, pois mais de 90% das crianças com menos de 2 meses que são infectados pela coqueluche são hospitalizadas devido a complicações associadas à doença.

Aqui no Brasil, a vacina contra coqueluche é aplicada desde 1975, e são divididas em 2 tipos: a celular e a acelular.

Vacina Celular:

Ela está disponível no SUS, nas Unidades Básicas de Saúde, e a diferença está nas possíveis reações adversas relacionadas à vacina, pois a criança pode apresentar:

  •  Vermelhidão, endurecimento e inchaço no local da vacina
  •  Febre
  •  Irritabilidade
  •  Sonolência
  •  Convulsão até 48h após a dose.

É importante procurar seu médico para informar qualquer reação.

Vacina Acelular: 

Está presente apenas em clínicas particulares, e apresenta o componente acelular da vacina, com menos reações.

Qual o esquema vacinal para gestantes e familiares? 

Gestantes devem fazer uma dose da vacina do tipo adulto (dTpa) a partir da 20° semana a cada gestação, entre 27° 36° semanas. A imunidade não é permanente, durante somente 7 anos. É importante que a mãe do bebê se vacina pois é essa imunização da mãe que deixa o filho protegido nos primeiros meses de vida.

Nos adultos próximos ao bebê ou que entrarão em contato com ele em algum momento a vacinação contra o coqueluche (reforço) também é indispensável para garantir a prevenção da doença nos pequenos. As vacinas hoje disponibilizadas são acelulares e não causam reações graves ou sérias, portanto são seguras.

Porque eu preciso me vacinar? O bebê também não recebe essa vacina? 

A vacinação dos adultos é importante pois o bebê toma a primeira dose da vacina apenas aos 2 meses de idade, e completa o esquema vacinal aos 6 meses de idade, com um reforço aos 15 meses. Por isso, o bebê não estará completamente protegido até o esquema vacinal estar completo, e pode pegar a doença ainda tão pequeno. Quanto menor o bebê, maior o risco de complicações e internações, e até a morte!

A imunização é feita com três doses principais da vacina Pentavalente ou Hexavalente, aplicada seguindo o seguinte esquema vacinal:

  • Aos 2 meses
  • Aos 4 meses
  • Aos 6 meses
  • Aos 15 meses e aos 4 anos, a criança recebe o reforço com a vacina DTP (tríplice bacteriana).

Nos postos de saúde, a vacinação é gratuita para crianças de até 7 anos.

É verdade que a coqueluche pode levar à óbito?

Sim, ela é uma importante causa de mortalidade infantil e a maioria dos casos e óbitos estão concentrados em bebês com menos de um ano, principalmente nos primeiros seis meses de vida.

Eu não sou mãe, mas trabalho como cuidadora. Preciso me vacinar?

Sim, todas as pessoas que convivem com crianças menores de 2 anos, principalmente com bebês menores de 1 ano, incluindo familiares, babás, cuidadores e profissionais da Saúde, precisam ser vacinados.

A vacinação é um importante método que ajuda na prevenção da Coqueluche, por isso, essa vacinação é tão importante para gestantes ou para quem tem bebês pequenos, e para todos aqueles que cuidam de bebês! Vacine -se!

Um bjo,

Dra Kelly Marques Oliveira

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