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Como disciplinar meu filho com amor?

Falamos um pouco sobre como disciplinar meu filho no último post (se você não viu, acesse aqui), e principalmente como lidar com uma criança que ainda não tem entendimento completo do que está fazendo, mas pode ser compreendida e acolhida para que possamos criar adultos saudáveis. Hoje vamos falar de um assunto delicado…sobre o castigo físico.

Palmadas e palavras duras são prejudiciais e não funcionam. O porquê, está aqui: A declaração da AAP, ”Disciplina Eficaz para Criar Crianças Saudáveis”, é pontual sobre a importância de se concentrar em ensinar o bom comportamento em vez de punir o mau comportamento. Pesquisas apontam: a palmada, o tapa e outras formas de punição física não são apropriadas para corrigir o comportamento de uma criança. O mesmo parâmetro, vale para gritar ou envergonhar a criança. Além de serem medidas sem eficácia, punições físicas e verbais severas também podem prejudicar a saúde física e mental a longo prazo.

A palmada e seu ciclo insalubre
De acordo com o conselho da AAP, os pais e cuidadores não devem bater nas crianças. Pois, a surra só aumenta a agressividade e a raiva, já que não ensina sobre responsabilidade e autocontrole. Um estudo realizado nas cidades dos EUA, tendo como base crianças nascidas nas respectivas cidades, descobriu que as famílias que usaram o castigo físico foram apanhadas no seguinte ciclo negativo: quanto mais as crianças apanhavam, mais elas se comportavam mal, o que provocou mais palmadas como resposta. Os efeitos da palmada também podem ser sentidos além do relacionamento familiar, crianças que apanham tendem a ser mais agressivas com os outros quando não conseguem o que querem.

Marcas que duram
O castigo físico, aumenta o risco de lesões, especialmente em crianças com menos de 18 meses de idade, e também podem deixar outras marcas. Por exemplo, crianças que costumam apanhar, apresentam níveis mais altos de hormônios ligados ao estresse tóxico, dessa forma o castigo físico também pode afetar o desenvolvimento do cérebro. Segundo um estudo da AAP, os adultos jovens que apanhavam quando criança de forma repetitiva, apresentaram menos massa cinzenta na região do cérebro envolvida com autocontrole.

Entendo que cada família tem sua forma de criação, e você pode até dizer: eu levei umas surras do meu pai e aprendi. OU até: nunca vou fazer isso no meu filho.

A forma como fomos educados reflete na forma como iremos criar nossos filhos. Podemos escolher mudar ou não.

Uma pessoa que foi criada na base da violência e surras, pode reproduzir a mesma forma de criação no filho, e nunca interromper o ciclo, ou a mesma pessoa criar o filho de forma liberal demais, sem nunca impor limites saudáveis. É preciso encontrar um equilíbrio saudável de disciplinar com amor e propósito. Propósito de que? Educar para a vida. Criar em seu filho princípios e valores que ele levará para o resto de sua vida.

Abuso verbal
Palavras possuem poder, e machucam. Gritar com crianças e usar palavras duras para causar dor emocional ou vergonha, também é considerado prejudicial e ineficaz para modular o comportamento. Uma fala severa, por parte dos pais, mesmo que esses sejam na maior parte do tempo calorosos, pode resultar em problemas de comportamento e de saúde mental em crianças. A medida que crescem, essas mesmas crianças podem transportar esses comportamentos para a fase da adolescência, momento cheio de dúvidas e instabilidades, o que pode ocasionar futuramente em depressão.

Não estou dizendo que você não deve falar firme com ele e corrigi-lo do seu erro. Vamos pensar num exemplo: “Fica quieto moleque! Você não faz nada direito!””Pára de ser burro!””Você nunca faz nada direito!”

Qual a diferença entre: “Meu filho, que bom que você tentou fazer assim, mas que tal tentar desse jeito?”, ËU entendo que você está cansado, pode me dar um abraço, não precisa agira dessa forma”. “Eu sei que você queria  esse brinquedo, mas agora não pode, pois outra criança está brincando com ele”.

Na grande maioria das vezes nós erramos tentando simplesmente acertar, ou não sabemos como agira em determinada situação. É importante procurar orientação a esse respeito, ler sobre criação de filhos, e ter bem certo alguns princípios que seu filho gostaria de seguir.

A própria palavra de Deus, cheia de sabedoria, ensina:

“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”
Provérbios 22:6

Esse assunto não termina aqui, continuaremos falando mais a respeito no próximo texto! Vamos juntos?

 

Com carinho,

Dra. Kelly Marques Oliveira

Pediatra, Alergia e Imunologia e Consultora Internacional de Amamentação (IBCLC) – CRM 145039

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