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Alergia a ovo: posso vacinar para febre amarela?

Resolvi escrever sobre o assunto, pois essa é uma dúvida comum. Se você tem ou seus pequenos têm alergia a ovo, alguns cuidados especiais devem ser tomados com a vacina da Febre Amarela, diferente da vacina da gripe.

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) fez um alerta e achei importante compartilhar com vocês: alérgicos ao ovo têm risco e devem ter alguns cuidados ao tomarem a vacina da febre amarela

Por ser cultivada em ovos embrionados de galinha, a vacina contém grande quantidade de proteínas do ovo, sendo assim, pacientes com histórico de alergia ao ovo, podem ter reações após receberem a vacina.

A médica Coordenadora de Imunizações da ASBAI, explica que existem duas situações:
1. Pessoas com história de reações alérgicas leves a moderadas ao ovo, após ingerirem ovo (apenas urticária, por exemplo), podem receber a vacina sob supervisão médica e devem ficar em observação por 30 minutos após a vacinação.

Ainda sim se houver dúvida quanto a reação e tolerância da mesma, deve sempre haver um acompanhamento médico que dê respaldo à aplicação da vacina, e um ambiente com a estrutura adequada para aplicação da mesma.

2- Pessoas com história de reações alérgicas graves após a ingestão de ovo, como a anafilaxia, por exemplo, têm contraindicação para receber a vacina. Se o risco de exposição à febre amarela for muito grande, o paciente deve ser encaminhado ao especialista para realização de testes cutâneos com a vacina da febre amarela. Se o resultado do teste for negativo, pode-se administrar a vacina sob supervisão médica e com período de observação de 30 minutos. Se o teste for positivo, deve-se discutir com o alergista o fracionamento das doses ou a dessensibilização em ambiente que ofereça a possibilidade de manejo adequado em caso de possível anafilaxia pós vacinal.

Para a pessoa com alergia grave e anafilaxia ao ovo, só é recomendada a vacina caso o risco de contrair a febre amarela seja muito grande, como moradores de áreas endêmicas, viagem para local e área endêmica, etc. Veja as indicações de vacinas no post.

É imprescindivel o acompanhamento do médico alergista no  caso, com orientações corretas e avaliação individual de cada situação. Os testes cutâneos e dessensibilização devem ser feitos por alergistas, além de ter o suporte adequado para caso haja reações.

 

Leia mais em:

Espero que tenha ajudado a esclarecer esse assunto!

Um abraço,

Dra. Kelly Marques Oliveira

Pediatra, Alergista e Consultora Internacional de Amamentação (IBCLC) – CRM 145039

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Referência Bibliográfica: site da ASBAI

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