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Síndrome mão-pé-boca, você sabe o que é?

Criança caidinha, com febre alta e de repente aparecem várias lesões  na mão no pé e na boca! O desespero se instala quando a criança mal consegue comer…e agora? O que fazer? Que doença é essa?

A doença conhecida como mão-pé-boca é muito comum em bebês e crianças pequenas, principalmente menores de 5 anos. Ela é conhecida popularmente por esse nome porque apresenta um quadro de febre, feridas doloridas na boca e erupção nas mãos e nos pés. Pode ser causada por diversos vírus, mas o vírus que a transmite mais comumente é o Cocksackie. A transmissão acontece através do contato com secreções como saliva ou através das fezes, ou seja, é extremamente contagiosa! É uma doença em sua maioria benigna, com recuperação em uma a duas semanas. A melhor forma de prevenção são os cuidados básicos com higiene, como lavar bem as mãos.

A doença mão-pé-boca pode causar febre, feridas na boca e erupção cutânea nas palmas das mãos e solas dos pés.

Quais são os sintomas da Doença mão-pé-boca?

Os sintomas são bem parecidos com um quadro viral, veja:

  • Febre
  • Redução do apetite (muitas vezes drástica para as crianças…)
  • Dor de garganta
  • Mal estar e prostração
  • Irritabilidade
  • A criança começa a babar mais que o normal
  • Feridas dolorosas na boca que geralmente começam como bolinhas vermelhas elevadas
  • Bolinhas vermelhas e planas que surgem nas palmas das mãos, nas solas dos pés e, às vezes, nos joelhos, cotovelos, nádegas e / ou na área genital, formando vesículas e depois bolhas. Elas podem formar liquido e depois estourar, ficando um aspecto de feridinha aberta, com base avermelhada.

Os sintomas geralmente aparecem em etapas, não todos de uma só vez. Nem todas as crianças terão todos os sintomas. Outras pessoas podem não ter sintomas e transmitir a doença sem saber. É diferente de catapora!

O que causa a doença mão-pé-boca? 

A doença da mão, pé e boca é causada por vírus que pertencem ao gênero Enterovirus, que inclui poliovírus, coxsackevírus, ecovírus entre outros. O Coxsackievirus é tipicamente o maior causador da doença.

É uma doença grave? 

Geralmente não causará grandes problemas. É uma doença viral benigna e autolimitada. As principais complicações são desidratação, devido ao fato da criança muitas vezes não conseguir ingerir líquidos, e higiene precária da boca, podendo perpetuar a infecção e piorar o quadro. A recuperação completa geralmente ocorre em 7 a 10 dias.

Em casos bem raros a criança pode evoluir para um quadro de meningite viral, com necessidade de hospitalização. Outras complicações ainda mais raras podem incluir paralisia semelhante à polio ou encefalite, que pode ser fatal.

É uma doença contagiosa? 

Sim, muito! Por ser viral, pode ser transmitido através de:

  • Secreções do nariz e garganta ( saliva, expectoração ou muco nasal). Aqui inclui beijar, abraçar, tossir…
  • Contato com o líquido da bolha
  • Contato através das fezes
  • Contato com objetos com secreção ou saliva da criança

O período de maior contágio é na primeira semana da doença, e a orientação é manter afastado de outras crianças até todas as bolhinhas estarem bem sequinhas. Ainda assim, o vírus pode ser transmitido por um bom tempo.

Qual o tratamento? 

O tratamento é basicamente com sintomáticos, ou seja, dar remédio para dor se tiver com dor, para febre, oferecer muito líquido para não desidratar, manter aleitamento materno se ainda mama peito. Procure oferecer os alimentos preferidos da criança e evite bebidas quentes, refrigerantes e alimentos ácidos (frutas cítricas, tomates, etc), pois podem piorar a dor.

Uma boa higiene bucal é fundamental também para não perpetuar a doença e aumentar a proliferação de bactérias na boca.

O uso do laser de baixa intensidade ( vermelho e infravermelho) pode ser utilizado nas aftas da boca para auxiliar no alívio da dor e cicatrização e deve ser feita por profissional habilitado.

Pode ser usado analgésicos comuns como dipirona, ibuprofeno ou paracetamol para dor. Não dê aspirina devido ao risco de desenvolver uma doença rara, mas grave, chamada síndrome de Reye.

As bolhas nas mãos ou nos pés devem manter-se limpas e descobertas. Lave a pele com sabão morno e água e seque. Se a bolha estourar, use uma pomada com antibiótico para ajudar a prevenir a infecção e cubra-a com um pequeno curativo.

Mantenha a hidratação! Ofereça líquidos o tempo todo, pois o principal risco é de desidratação.

Fique atento a alguns sinais de alarme, por exemplo se a criança mantiver irritabilidade excessiva, não conseguir ser consolado, ou se estiver muito prostrado ou gemente. Nesse caso um médico deve avaliar a criança.

Como evitar que a doença se espalhe? 

Se possível é melhor manter a criança afastada da escola e convívio com outras crianças até todas as bolhinhas estarem secas e sem aftas na boca. Além disso como a criança precisa de cuidados, manter em casa será melhor para a sua recuperação.

Lave bem as mãos ao ter contato com a criança, mantenha os brinquedos higienizados, e procure manter os talheres e utensílios separados. Nas trocas de fralda, também mantenha boa higiene.

Não existe vacina para esse vírus, então o maior cuidado é a prevenção mesmo!

Resumindo…

  • Geralmente causa febre, feridas dolorosas na boca e erupção nas mãos e pés
  • É uma doença contagiosa
  • Afeta principalmente bebês e crianças menores de 5 anos, mas qualquer idade pode desenvolver a doença
  • O tratamento é sintomático
  • O risco de infecção pode ser reduzido praticando boa higiene, como lavar as mãos com frequência ( o que é bem difícil pra bebês…)
  • É diferente de herpangina, catapora e roséola! Mas é viral também, então o tratamento é feito com sintomáticos.

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Um abraço,

Dra Kelly Marques Oliveira

Pediatra, Alergia e Imunologia e Consultora Internacional de Amamentação (IBCLC)

CRM 145039

Consultório Espaço Médico Descomplicado – São Paulo: (11) 5579-9090/ whatsapp (11) 93014-0007

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Fonte: https://kidshealth.org/en/parents/hfm.html

2 Comments

  • Angelaine 05/04/2018 Reply

    Oi boa noite meu filho tá aparecendo isso no pé na mão e na língua o ue eu faço levo ele no médico pra passa medicamento

    • Dra. Kelly Marques Oliveira - Pediatra 20/04/2018 Reply

      Olá Angelina boa tarde, sim, o melhor a se fazer é buscar o médico de confiança ou hospital.
      Um bjo

      Dra Kelly

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