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Sinais de alerta na criança: quando (não) procurar o pronto atendimento infantil

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Mais um dia de trabalho se inicia no pronto socorro do Hospital em que trabalho. Filas de espera para atendimento, após algumas horas a mãe aflita entra no meu consultório.

– Dra, meu filho está com febre há 1 dia, tossindo muito e o nariz não para de escorrer…já levei no posto mas não tem pediatra, e no AMA também não…
Após examinar a criança, que está correndo de um lado a outro do consultório, rasgando o papel da maca e dando gritinhos e risadas…
– Está tudo bem (nome da mãe), o pulmão está limpo, não tem sinal de desconforto respiratório e a febre começou há menos de 24h, sem nenhum sinal de alarme…é só um resfriado comum.
Mas afinal, quando procurar um pronto atendimento? O que é “sinal de alarme”?
Toda criança que começa a ficar doente, deve-se observar alguns “”sinais” que mostram que a criança pode ter algo mais que uma doença viral benigna e precisa ser avaliada pelo médico pediatra. São esses:
Febre que persiste por mais de 72h 
Vômitos persistentes, somados a não aceitação de líquidos e diminuição da  diurese (quantidade de “xixi” que a criança faz), mesmo após medicação 
Queda do estado geral – criança que está “gemente”, “caidinha, mesmo após a febre ter cessado
Manchas ou pintas vermelhas no corpo
Falta de ar ou cansaço apesar das medidas feitas em casa
Sinais de desidratação ou de desconforto respiratório 
Ok, ok tudo isso parece grego para mim doutora….a mãe diz….como vou saber o que é desconforto respiratório? Ou quando meu filho está desidratado?
Nesse momento é fundamental a atuação do pediatra da criança, para explicar cada um desses sintomas, dar exemplos de situações…A mãe pode também se basear em situações anteriores da própria criança e nos outros filhos também. É um trabalho de construção e aprendizado muito importante entre a mãe e o pediatra, que deve ser feito nas consultas de rotina.